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O engenho do seu Joaquim Borges mantém viva a tradição na Festa do Bode

Garapa, rapadura e beiju mantêm viva a tradição do engenho artesanal que é presença no evento

Entre as diversas atrações que reforçam a identidade cultural da Festa do Bode, uma tradição que atravessa gerações continua chamando atenção: o engenho do senhor Joaquim Borges. Presente em praticamente todas as edições, ele volta ao Parque do Bode em 2025 com a mesma essência de sempre — simplicidade, sabor e memória afetiva.

O engenho funciona de forma artesanal, como nos tempos antigos. Em uma estrutura de palhoça, que garante sombra e proteção contra o sol, duas vacas giram em torno do equipamento, movimentando o mecanismo que prensa a cana-de-açúcar. Do processo, surge a garapa fresquinha, servida na hora, além da produção da rapadura, que é feita manualmente.

O engenho é uma das atividades mais tradicionais da Festa do Bode e já se tornou parada obrigatória para quem visita o evento. “Está sempre no mesmo lugar, do mesmo jeito, guardando a tradição”, dizem os frequentadores.

Mais do que um atrativo gastronômico, o engenho simboliza a resistência dos saberes e fazeres tradicionais em meio às inovações que chegam a cada edição. O senhor Joaquim faz questão de manter os animais bem cuidados e de preservar um modo de produção que conecta o público às origens rurais.

Na XVI edição da Festa do Bode, que acontece entre os dias 12 e 14 de setembro, quem passar pelo Parque Gonçalo do Vale Machado terá a oportunidade de acompanhar de perto esse processo e provar sabores que remetem à história.