Batalhense torna-se aspirante do Exército e professor no Colégio Militar de Fortaleza

Rannyele é o primeiro natural de Batalha a integrar o corpo docente da instituição

Foto: Reprodução

O batalhense Rannyele Alves alcançou uma conquista inédita para o município ao se tornar aspirante a oficial do Exército Brasileiro e professor do Colégio Militar de Fortaleza (CE). Ele é o primeiro natural de Batalha a integrar o corpo docente da instituição militar, considerada uma das mais tradicionais.

Formado em Geografia em 2018, Rannyele iniciou a carreira docente alguns anos depois. “Eu me formei em 2018 como professor de Geografia e, em 2022, comecei a trabalhar na rede estadual como professor celetista”, contou.

A oportunidade de ingressar no Exército surgiu em 2024, quando foi aberta uma seleção para professor da área de Geografia na 10ª Região Militar, com atuação em Fortaleza. O processo incluiu várias etapas eliminatórias e classificatórias.

“Primeiro teve a avaliação curricular. Depois vieram a entrevista, a prova didática, exames médicos e o teste físico. Foi um processo com várias etapas até chegar à convocação”, explicou.

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Rannyele contou que a disputa pela vaga foi concorrida. Ao todo, 75 candidatos de diferentes regiões do país participaram da seleção para duas vagas.

“Eram duas vagas concorrendo com 75 pessoas de todo o Brasil, inclusive de Fortaleza, Curitiba e outras cidades. Fiquei em segundo lugar na classificação geral”, relatou.

A convocação ocorreu em janeiro deste ano. No dia 26 do mesmo mês, ele foi incorporado oficialmente ao Exército. Após um período de formação militar, concluiu a etapa de preparação e recebeu a patente de aspirante.

“Desde o dia 26 de janeiro até ontem foram 45 dias de treinamento físico e instruções militares teóricas e práticas. A gente sai da vida civil para começar realmente a ingressar na vida militar”, explicou.

A formatura ocorreu na manhã dessa sexta-feira, dia 13 de março, quando ele passou a integrar oficialmente o quadro de aspirantes a oficial do Exército Brasileiro.

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Para Rannyele, a conquista tem um significado especial, tanto pessoal quanto coletivo, por representar também o reconhecimento da educação e da origem em uma cidade do interior.

“Ser o primeiro batalhense a atuar como professor no Colégio Militar de Fortaleza é muito importante. A gente sabe que, vindo de uma cidade pequena como Batalha, tudo exige muita luta. Mas através da educação e do esforço a gente consegue alcançar espaços importantes”, afirmou.

Ele também destaca que a conquista reflete o trabalho de educadores da cidade.

“É gratificante para mim e para a cidade, porque mostra a qualidade dos professores que temos em Batalha”, disse.

Agora, já integrado à carreira militar, Rannyele afirma que pretende desempenhar a função com responsabilidade e dedicação.

“Apesar de ser professor, a gente é militar. É preciso manter a honra, a hierarquia e servir ao nosso país. Quero sempre buscar ser o melhor possível em todas as etapas”, concluiu.