Exército Brasileiro adquire mísseis por R$ 1,27 bi e cita guerras recentes

Compras incluem 220 mísseis e 163 blindados; força cita conflitos recentes

Foto: Divulgação Exército

O Exército Brasileiro informou ter investido R$ 1,27 bilhão na aquisição de mísseis anticarro e veículos blindados entre 2023 e 2026. Segundo a instituição, o objetivo é fortalecer a capacidade de defesa terrestre diante de ameaças contemporâneas e cenários futuros.

De acordo com dados fornecidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), foram adquiridos 220 mísseis anticarro ao custo total de R$ 153,8 milhões. Entre eles estão 100 unidades do modelo Javelin FGM-148F e 120 mísseis 1.2 AC Max.

O Exército informou que a obtenção desse tipo de armamento tem como finalidade ampliar a capacidade de dissuasão em operações terrestres. Segundo a força, sistemas anticarro são considerados importantes para enfrentar veículos blindados em possíveis cenários de combate.

A instituição também mencionou conflitos internacionais recentes, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e confrontos na Palestina. De acordo com o Exército, esses episódios demonstraram a relevância do uso de mísseis anticarro em operações militares contemporâneas.

Além dos mísseis, foram adquiridos 163 veículos blindados entre 2023 e 2026, com investimento total de R$ 1,12 bilhão. A maior parte corresponde ao modelo VBTP Guarani 6×6, veículo de transporte de tropas com capacidade anfíbia e maior alcance operacional.

Segundo informações divulgadas pelo Exército, o programa de modernização das forças blindadas ganhou impulso após tensões registradas na região da fronteira entre Venezuela e Guiana no fim de 2023.

Na ocasião, setores de inteligência consideraram a possibilidade de deslocamentos militares na região. A situação levou as Forças Armadas brasileiras a mobilizar equipamentos e tropas para áreas próximas à fronteira norte do país.

O Exército também informou que parte dos equipamentos adquiridos foi destinada a unidades em Roraima e a outras organizações militares no país. A instituição não divulgou a distribuição completa do armamento por razões relacionadas à segurança e à defesa nacional.