Feminicídios aumentam 32% no Piauí; maioria das vítimas não tinha proteção

Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que apenas 1% das vítimas possuía medida protetiva; SSP e Defensoria discutem ações preventivas
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O número de feminicídios no Piauí cresceu 32% em um ano, segundo estudo da Secretaria de Segurança Pública (SSP), divulgado nesta terça-feira (01). Em 2024, foram registrados 56 casos, um aumento de 31% em relação a 2023. Já nos primeiros três meses de 2025, 18 mulheres foram assassinadas. Entre 2022 e 2025, o estado contabilizou 182 feminicídios.

Os dados revelam ainda que a maioria das vítimas não possuía medidas protetivas contra seus agressores. De cada 100 mulheres assassinadas, apenas uma tinha esse recurso de proteção. Além disso, 87,85% das vítimas haviam registrado boletim de ocorrência, 73% dos crimes ocorreram dentro de casa e em 68% dos casos o agressor era o companheiro ou ex-companheiro.

Diante desse cenário, a SSP e a Defensoria Pública do Estado se reuniram para discutir o fortalecimento de ações preventivas e políticas públicas de proteção às mulheres. O uso de tornozeleiras eletrônicas para monitorar agressores foi uma das medidas debatidas, além do aumento da fiscalização das medidas protetivas e o fortalecimento das delegacias especializadas.

No Senado Federal, um projeto de lei que prevê o monitoramento eletrônico para infratores foi aprovado recentemente. A proposta permite que vítimas e a polícia sejam alertadas caso o agressor se aproxime indevidamente, por meio de tornozeleiras eletrônicas, aplicativos de segurança ou botões do pânico. O objetivo é garantir maior proteção e evitar que casos de violência doméstica resultem em feminicídios.

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