Bancada do Piauí vota por veto que pode aumentar conta de luz em até 3,5%

Todos os deputados e senadores piauienses apoiaram medida que favorece PCHs, mas pode elevar tarifas para consumidores

A bancada federal do Piauí, formada por três senadores e dez deputados federais, votou de forma unânime pela derrubada de vetos presidenciais durante sessão do Congresso Nacional realizada nesta terça-feira (17). A decisão pode provocar um aumento de até 3,5% na conta de energia dos consumidores brasileiros, segundo especialistas do setor elétrico.

Entre os vetos derrubados está o da Lei 15.097/2025, que trata da regulamentação da geração de energia eólica em alto-mar (offshore). Com a derrubada, foram restabelecidos trechos que obrigam o governo a contratar Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em todas as regiões do país, mesmo em locais onde não há demanda energética imediata.

Além das PCHs, o Congresso restabeleceu dispositivos que prorrogam por até 20 anos contratos do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), abrangendo usinas de biomassa, eólicas e pequenas hidrelétricas. A nova legislação também prevê a contratação obrigatória de projetos como usinas de hidrogênio verde produzidas com etanol no Nordeste e parques eólicos no Sul do país.

O governo federal alertou que as medidas podem causar impactos ambientais e financeiros, elevando o custo da energia elétrica para os consumidores. Mesmo assim, a proposta teve ampla maioria no Congresso.

A votação da bancada piauiense foi a seguinte:

Senadores:

  • Ciro Nogueira (PP) – Sim
  • Jussara Lima (PSD) – Sim
  • Marcelo Castro (MDB) – Sim

Deputados federais:

  • Júlio César (PSD) – Sim
  • Florentino Neto (PT) – Sim
  • Flávio Nogueira (PT) – Sim
  • Merlong Solano (PT) – Sim
  • Dr. Francisco Costa (PT) – Sim
  • Castro Neto (PSD) – Sim
  • Marcos Aurélio Sampaio (PSD) – Sim
  • Jadyel Alencar (Republicanos) – Sim
  • Júlio Arcoverde (PP) – Sim
  • Átila Lira (PP) – Sim

A estimativa de impacto na tarifa foi um dos pontos mais criticados por entidades do setor, que afirmam que a medida pode onerar consumidores sem contrapartida clara de necessidade energética. Ainda assim, a proposta avançou com apoio amplo de parlamentares, inclusive dos representantes do Piauí.