O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (23) que os preços do petróleo devem subir nos próximos dias devido aos desdobramentos do ataque dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã, ocorrido no último fim de semana.
Segundo ele, o governo brasileiro acompanha de perto a situação e considera bem-vindas medidas que possam suavizar os efeitos da crise, como a política de preços da Petrobras. “O preço do petróleo tende a subir, apesar de a gente já ter visto nos últimos dias alguma compra que pode amortecer a subida. Mas vamos acompanhar de perto”, disse Durigan em entrevista à Rádio CBN.

Além do petróleo, o secretário alertou que o cenário internacional também pode provocar valorização do dólar frente a moedas de países emergentes, como o real. Em momentos de tensão, investidores tendem a buscar ativos considerados mais seguros, como a moeda americana, o que pressiona o câmbio e pode afetar bolsas e investimentos locais.
Riscos para a inflação
Durigan reconheceu que há risco de pressão inflacionária no Brasil por conta do conflito, mas afirmou que a equipe econômica segue vigilante e confia na resiliência do país. Ele lembrou que, mesmo com a seca prolongada e a desvalorização do real em 2024, a inflação não saiu do controle.
“A inflação teve um aumento preocupante que estamos acompanhando, mas neste momento está em queda no acumulado de 12 meses. Mesmo com toda essa instabilidade global, o Brasil tem mostrado resiliência”, afirmou.
Impactos políticos
O secretário também comentou o cenário político internacional e chamou atenção para o contexto da decisão dos Estados Unidos. Segundo ele, a intervenção militar, realizada sem autorização do Congresso norte-americano, ocorreu em meio à queda de popularidade do presidente Donald Trump.
A equipe econômica do governo federal continua monitorando os impactos da guerra sobre o mercado de combustíveis, o câmbio e os preços no Brasil.
