Junina Matuta brilha na véspera de São João e leva troféu para Batalha

Após um ano longe dos palcos, grupo batalhaense volta com força, conquista título em Porto-PI

Na noite que antecedeu o Dia de São João, enquanto o céu de junho se enchia de estrelas e promessas, um brilho diferente iluminou o sertão piauiense: era a Junina Matuta, de Batalha, que voltava a vencer e a emocionar, levando para casa o troféu de campeã do grupo Prata no Arraiá do Povo, em Porto-PI.

Foi a segunda apresentação oficial do grupo desde seu retorno aos palcos, depois de uma pausa em 2024. A primeira aconteceu na cidade de Nossa Senhora dos Remédios e, agora, com a vitória em Porto, a Matuta reafirma o que já se sabia: tradição não se esquece — ela adormece, mas quando desperta, é festa no peito.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto-PI

Na arena lotada, os passos marcados no chão contaram a história de amor entre Benedito e Maria Flor, romance atravessado por obstáculos, mas transformado pela magia da festa do milho. Com figurinos que misturaram a simplicidade da chita com o esplendor das cores vibrantes e um repertório dançante embalado por banda ao vivo, a Matuta fez o que sabe melhor: encantou.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto-PI

Havia emoção no ar. Na dança, na música, no grito da vitória. Na hora da apuração, os olhos atentos, as mãos suadas e o coração batendo no ritmo da esperança. Quando o nome foi anunciado, a comemoração foi mais que merecida: era a celebração de um retorno, de uma resistência, de um amor profundo pelo São João.

Fundada em Batalha, a Junina Matuta é mais que uma quadrilha — é identidade, é raiz, é pertencimento. É o símbolo de um povo que dança com orgulho a própria história. E que agora, mais uma vez, escreve com passos firmes e versos rimados um novo capítulo da cultura batalhense.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto-PI

Neste 24 de junho, Batalha tem memória viva, tem conquista e tem o brilho da Matuta dançando na alma de cada um que sente o São João como se fosse lar.

E se alguém perguntar o que faz do nosso São João algo tão especial, talvez a resposta esteja ali: no sorriso de quem dança, na lágrima de quem sente e no compasso do coração de um povo que, mesmo diante das dificuldades, nunca deixa a tradição morrer.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto-PI