O DJ Alok se manifestou, neste sábado (9), favoravelmente à decisão da Justiça que suspendeu seu show no festejo da cidade de Cocal, no Norte do Piauí. O evento, previsto para agosto, foi cancelado após determinação do Tribunal de Justiça, que atendeu a pedido do Ministério Público do Piauí (MP-PI) sobre gastos milionários para a realização das apresentações.
De acordo com o MP, os contratos com artistas poderiam ultrapassar R$ 3 milhões, somando cachês e despesas adicionais com som, iluminação e montagem de palco. O show de Alok teria sido contratado por R$ 800 mil. Também estavam previstos no evento apresentações de Natanzinho Lima (R$ 650 mil), Banda Hungria (R$ 250 mil) e Anjos do Resgate (R$ 140 mil), totalizando R$ 1,84 milhão apenas em cachês.
Em janeiro, Cocal decretou estado de emergência e calamidade financeira. Segundo diagnóstico de março, o município comprometia 85,66% da Receita Corrente Líquida, o que, segundo o MP, colocava em risco a prestação de serviços essenciais e investimentos em áreas prioritárias.
No comunicado divulgado nas redes sociais, Alok afirmou que não sabia da situação financeira da cidade e concordou com a decisão judicial. “Soube pela imprensa sobre a suspensão do evento e quero dizer que eu concordo com a decisão porque eu não sabia sobre as condições do município”, escreveu.
O DJ acrescentou que há uma equipe responsável pela definição dos locais onde se apresenta e que determinou mais rigor nos critérios de escolha. “Já solicitei que haja um cuidado maior na aplicação desses critérios daqui em diante”, disse.
A suspensão dos shows também incluiu a proibição de novas contratações de artistas para o festejo e a retirada de outdoors com a imagem do prefeito e da primeira-dama, que foram usados na divulgação do evento.
