Alguns batalhenses relataram, nesta quinta-feira (28), que tiveram seus números de telefone clonados. A prática criminosa, cada vez mais comum, consiste em tomar controle da conta do WhatsApp da vítima e se passar por ela para pedir dinheiro a amigos e familiares.
Em uma das mensagens enviadas pelos golpistas, o criminoso afirmava: “Estou precisando fazer um pagamento no PIX, e meu limite diário excedeu, será não consegue fazer um favor pra mim? repassar para a pessoa que preciso enviar amanhã te devolvo sem falta?”.
As tentativas de golpe seguem um padrão conhecido, em que o criminoso cria situações de urgência para induzir conhecidos da vítima a transferirem valores via Pix.
Como ocorre a clonagem
Na maioria dos casos, os golpistas conseguem acesso ao aplicativo de mensagens após obterem o código de verificação da vítima. Isso pode acontecer quando a pessoa, sem perceber, repassa esse código recebido por SMS acreditando estar em contato com o próprio WhatsApp ou outro serviço de confiança.
Como se proteger
Especialistas em segurança digital orientam algumas medidas para evitar cair no golpe:
- Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp: essa função adiciona uma senha extra além do código SMS, dificultando a ação de criminosos.
- Nunca compartilhe o código de verificação: o WhatsApp nunca pede esse número por ligação ou mensagem.
- Desconfie de pedidos de dinheiro: mesmo que a mensagem venha de um conhecido, confirme a informação por ligação ou outro meio de contato.
- Atenção a mudanças no aplicativo: se o WhatsApp encerrar sozinho e pedir login novamente, pode ser sinal de tentativa de clonagem.
- Proteja o chip do celular: mantenha senha ou biometria ativada no aparelho para evitar que terceiros solicitem a troca do chip.
O que fazer se for vítima
Quem tiver o número clonado deve imediatamente:
- Tentar recuperar a conta no aplicativo, inserindo novamente o número de telefone.
- Avisar amigos e familiares sobre o golpe.
- Registrar boletim de ocorrência para formalizar a denúncia.
- Entrar em contato com a operadora caso haja suspeita de clonagem do chip.



