A crise no abastecimento de água em bairros de Batalha voltou ao centro do debate público nesta sexta-feira (05), em uma reunião realizada na Câmara Municipal entre representantes da gestão municipal, vereadores e dirigentes da concessionária Águas do Piauí.
O encontro foi solicitado pelo presidente da Câmara, vereador Thyago Lustosa (PP), por meio de ofício encaminhado à empresa no início da semana. O coordenador de operações da concessionária, Célio Damásio, participou da reunião.
Segundo Thyago Lustosa, a Câmara levou à empresa uma série de reivindicações feitas pela população. Entre elas, a recomposição asfáltica de melhor qualidade após manutenções realizadas pela concessionária, já que moradores têm reclamado da precariedade das vias após os reparos.
Outra cobrança foi a instalação de bombas e boosters para ampliar a vazão e melhorar o abastecimento em áreas mais altas da cidade, como a Vila Kolping e a Pedra do Letreiro, onde famílias relatam frequentes falta de água.
“O objetivo é que, com os boosters, a água chegue a terrenos mais elevados e reduza o sofrimento da população. Também cobramos soluções mais rápidas para que os buracos deixados após serviços sejam reparados com qualidade”, disse o presidente da Câmara.
Ainda durante a reunião, a concessionária esclareceu que os custos para levar a rede de água até o hidrômetro das residências são de responsabilidade da própria empresa, sem ônus para os moradores — uma prática que, no passado, era atribuída aos consumidores.
A Águas do Piauí, empresa privada do grupo Aegea, assumiu recentemente a concessão dos serviços de água e esgoto em todo o estado, após a extinção da estatal Agespisa. A expectativa é que a mudança traga mais eficiência e investimentos para o setor, mas a população segue cobrando soluções imediatas para a escassez em Batalha.
