O número de invasões a contas de WhatsApp cresceu nos últimos meses no Piauí, segundo o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Criminosos assumem perfis e utilizam a confiança entre contatos para aplicar golpes, pedindo transferências via Pix ou pagamentos de boletos.
A prática mais comum ocorre por meio da chamada engenharia social, quando os golpistas induzem a vítima a fornecer o código de seis dígitos enviado por SMS pelo próprio aplicativo. Uma vez com o código, eles passam a controlar a conta, enviando mensagens fraudulentas para parentes e amigos.
O Procon recomenda aos usuários que ativem a verificação em duas etapas e as chaves de acesso do WhatsApp. A primeira exige uma senha de seis dígitos para novos logins, enquanto a segunda substitui o código por SMS por autenticação biométrica, como reconhecimento facial ou impressão digital.
“O criminoso, ao ver todas as suas conversas e mandar mensagens de golpe para seus entes queridos, é algo que precisamos combater. Nosso WhatsApp é como nosso carro: precisamos deixá-lo muito bem protegido e trancado para dificultar o acesso dos criminosos”, disse o coordenador-geral do Procon/MPPI, Nivaldo Ribeiro.
As recomendações fazem parte do programa Alerta Digital, iniciativa do Procon em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI). O projeto reúne dados sobre crimes virtuais e busca ampliar a divulgação de informações para prevenir novas vítimas.
Golpe mais comum
O levantamento mostra que o golpe do “familiar em apuros” foi o mais praticado em agosto no Piauí, com 127 ocorrências — cerca de 20% dos 640 boletins de ocorrência de crimes digitais registrados no mês.
Nesse tipo de fraude, criminosos se passam por parentes ou amigos no WhatsApp para pedir dinheiro. Em alguns casos, eles chegam a usar fotos das redes sociais ou invadir contas reais, o que aumenta a dificuldade de identificar a farsa.
