Laudo de Jair Bolsonaro indica câncer de pele, diz médico

Ex-presidente recebeu alta nesta quarta-feira (17) após internação em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta no início da tarde desta quarta-feira (17), após passar a noite internado no Hospital DF Star, em Brasília. De acordo com boletim médico, exames laboratoriais confirmaram a presença de câncer de pele em duas das oito lesões retiradas no último domingo (14).

O laudo apontou a existência de carcinoma de células escamosas “in situ”, um tipo de câncer cutâneo considerado precoce, mas que exige acompanhamento periódico. As lesões estavam localizadas no tórax e em um dos braços. Segundo os médicos, não há necessidade de tratamento adicional neste momento além da avaliação clínica regular.

Bolsonaro foi internado na tarde de terça-feira (16) após apresentar soluços, vômitos, tontura e pressão baixa. Segundo o boletim, os sintomas regrediram após hidratação e medicação endovenosa.

Condenação e prisão domiciliar

Além das questões de saúde, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado e outros crimes ligados à contestação do resultado da eleição presidencial de 2022.

Com a nova internação, Bolsonaro deverá apresentar atestado médico ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF.

Leia a íntegra do boletim médico de Bolsonar

“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi admitido no Hospital DF Star na tarde do dia 16 de setembro, devido a quadro de vômitos, tontura, queda da pressão arterial e pré-síncope. Apresentou melhora dos sintomas e da função renal após hidratação e tratamento medicamentoso por via endovenosa.

O laudo anátomo patológico das lesões cutâneas operadas no domingo mostrou a presença de carcinoma de células escamosas ‘in situ’, em duas das oito lesões removidas, com a necessidade de acompanhamento clínico e reavaliação periódica. Recebe alta hospitalar, mantendo o acompanhamento médico”.