Fazenda na zona rural de Batalha aparece em lista suja do trabalho escravo no Piauí

Ministério do Trabalho inclui 17 empregadores piauienses na atualização da “lista suja”

Uma fazenda na zona rural de Batalha está entre os 17 empregadores do Piauí incluídos na versão mais recente do Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecida como “lista suja”, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A atualização, que abrange ações fiscais realizadas entre 2020 e 2015, registrou 170 trabalhadores resgatados no estado, atuando principalmente em pedreiras e fazendas rurais. No país, a lista agora inclui 159 empregadores, entre 101 pessoas físicas e 58 jurídicas, representando um aumento de 20% em relação à publicação anterior.

Segundo o MTE, os casos no Brasil totalizam 1.530 trabalhadores resgatados, com destaque para Minas Gerais (33), São Paulo (19), Mato Grosso (13) e Bahia (12). Entre as atividades econômicas mais afetadas estão a criação de bovinos para corte, serviços domésticos, cultivo de café e construção civil.

No Piauí, a última publicação, em abril, havia registrado 32 estabelecimentos, número que caiu para quase a metade na atualização atual, demonstrando redução das ocorrências, mas mantendo a fiscalização ativa.

Quando trabalhadores são encontrados em condições análogas à escravidão, autos de infração são lavrados para cada irregularidade trabalhista identificada, incluindo documentação específica que caracteriza a submissão a essas condições.

A divulgação da lista (veja aqui) tem como objetivo transparência e informação à sociedade, permitindo consulta pública sobre empregadores que praticaram exploração laboral.