O Piauí manteve em setembro de 2025 condições de seca em grande parte do estado, com predominância de seca extrema no Sudeste, segundo dados do Monitor de Secas, ferramenta que acompanha mensalmente a intensidade e duração do fenômeno em todo o país.
De acordo com o climatologista Pedro Aderaldo, da Semarh, o monitor não tem caráter de previsão, mas mostra o retrato consolidado das condições observadas no mês e permite comparação com períodos anteriores.
“O que observamos é uma ampliação da área de seca extrema no Sudeste do estado. No Norte, há prevalência de seca fraca a moderada; no Centro-Norte, seca moderada e grave; e no Sudoeste, seca grave e extrema”, explicou.
O especialista atribuiu a intensificação da seca ao déficit de chuvas entre janeiro e abril, quando os volumes ficaram abaixo da média histórica. O cenário comprometeu umidade do solo, reservatórios e vegetação, impactando a agricultura e a pecuária, atividades essenciais para diversas regiões do estado.
O relatório reforça que as faixas Centro-Sul e Sudeste vêm registrando os maiores impactos nos últimos meses. Apesar disso, há expectativa de melhora gradual a partir do final do ano, com previsões indicando redução das categorias mais severas em janeiro, quando as chuvas devem voltar a predominar.
O Monitor de Secas é utilizado pelo governo do Piauí para orientar políticas públicas de mitigação, planejar ações emergenciais e gerir recursos hídricos, além de apoiar comunidades mais vulneráveis na adoção de medidas preventivas.
