Dois policiais militares do Piauí, um sargento e um soldado, foram presos nesta quinta-feira (30) em Teresina. Eles são suspeitos de descumprimento de missão, desobediência e prevaricação após entrarem em um motel enquanto estavam de serviço, segundo a Polícia Militar do Piauí.
A prisão ocorreu em flagrante e o caso passou a ser apurado pela Corregedoria da corporação. Os dois permanecem detidos e devem passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (31).
A defesa dos militares contesta as acusações. Em entrevista ao programa Notícia da Manhã, da TV Cidade Verde, o advogado Otoniel Bisneto afirmou que os policiais não entraram na área destinada a hóspedes.
Segundo ele, a gerência do estabelecimento teria convidado os agentes para tomar café na área administrativa do motel. “Eles nunca passaram para a área dos quartos, que inclusive tem uma entrada diferenciada”, afirmou. O advogado alegou que o caso ganhou repercussão apenas pelo local. “Se estivessem em uma praça, talvez não ocorresse isso”, disse.
Bisneto também criticou a atuação da Corregedoria da PM, que, segundo ele, estaria agindo de maneira “inquisitorial”. Ele afirmou que há exagero nas acusações e que não existiria procedimento preparatório interno para embasar a atuação do órgão.
Além das suspeitas de crimes militares, os dois policiais foram autuados por violência psicológica contra a policial que estava na mesma viatura. A defesa nega qualquer constrangimento ou limitação de liberdade da agente.
“Esse flagrante, além de ilegal, não justifica prisão preventiva dentro dos preceitos do Código Processual Militar”, declarou o advogado.
