Tremor de terra de 3.1 graus é registrado no Maranhão pela segunda vez em dois dias

Abalo atingiu São João do Soter neste domingo e reforça atividade sísmica na região do Maranhão

Um novo tremor de terra foi registrado no Maranhão na tarde deste domingo (16). O abalo ocorreu na região de São João do Soter, a 416 km de São Luís, e a 135 km de Teresina. O fenômeno é o segundo em apenas dois dias no estado, que tem apresentado recorrência de sismos leves em novembro.

O Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte informou que o tremor desta tarde atingiu magnitude 3.1 na Escala Richter. O registro é semelhante aos impactos observados no dia 14, quando a área já havia sentido movimentações do solo nos mesmos níveis.

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Segundo especialistas, sismos dessa intensidade costumam ser perceptíveis, mas raramente provocam danos estruturais. O climatologista Werton Costa explicou que a repetição de abalos próximos na escala indica atividade nas falhas geológicas que atravessam o Maranhão. “Quando a energia ainda não foi totalmente dissipada, novos tremores podem surgir”, afirmou.

Na quinta-feira (13), moradores de diferentes cidades voltaram a relatar vibrações após quatro tremores sucessivos na região de Parnarama. As estações do LABSIS registraram magnitudes de 4.0, 2.2, 2.2 e 2.3 ao longo da noite. O primeiro abalo, de magnitude 4.0, foi o mais forte e chegou a ser sentido em Caxias e em áreas rurais próximas ao epicentro.

Parnarama fica na divisa com o Piauí e integra uma área conhecida por registrar pequenos sismos ao longo dos anos. A ocorrência de tremores em sequência, no entanto, chamou a atenção de moradores e levou o LABSIS a reforçar o monitoramento local.

Especialistas destacam que abalos sísmicos no Nordeste brasileiro, apesar de menos frequentes que em outras regiões do mundo, não são incomuns. O solo maranhense possui falhas antigas que podem liberar energia acumulada em momentos isolados.

Até o momento, não há registro de danos ou feridos após os tremores deste fim de semana. O LABSIS informou que continuará acompanhando a atividade sísmica e divulgará novos boletins se houver alterações relevantes no comportamento das placas na região.