A mobilização nacional convocada para uma greve de caminhoneiros nesta sexta-feira (5) não se confirmou nas estradas brasileiras. No Piauí, o movimento teve baixa adesão e não resultou em bloqueios ou interrupções no fluxo de veículos, segundo representantes da categoria.
A convocação havia sido feita pela União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC) por meio de redes sociais e grupos de mensagens. No entanto, diversas entidades do setor divulgaram posicionamentos contrários, alegando ausência de pauta definida e caráter político na mobilização.
No Piauí, o presidente do Sindicato dos Transportadores de Cargas e Logística (Sindicapi), Humberto Lopes, afirmou que não houve adesão. “No estado, a paralisação é zero. É um movimento político tentando usar a categoria”, declarou. Ele destacou ainda que o setor enfrenta hoje melhores condições de operação no estado, especialmente em relação à malha viária e à segurança.
Motoristas que trafegaram por diferentes trechos confirmaram a normalidade nas estradas. O caminhoneiro Carlos Júnior, há 26 anos na profissão, relatou que, apesar das publicações nas redes sociais, não encontrou qualquer indício de paralisação. “Falei com colegas de outros estados e ninguém viu nada. Está tudo normal”, disse.
Mesmo sem greve, parte dos caminhões permanece parada por motivos econômicos. Profissionais relatam queda na demanda de cargas em comparação ao ano anterior. Para o Sindicapi, o cenário decorre de fatores como incerteza do mercado e juros elevados, que reduzem investimentos e impactam diretamente o volume de mercadorias transportadas.
