Uma intensa atividade solar está se deslocando em direção à Terra e levou autoridades espaciais a emitirem alertas para possíveis impactos em sistemas tecnológicos. O fenômeno pode afetar comunicações por satélite, sinais de GPS e operações espaciais, além de aumentar a exposição à radiação em órbita.
Segundo o Space Weather Prediction Center (SWPC), ligado ao Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, a tempestade de radiação solar foi classificada como nível S4, o segundo mais alto em uma escala que vai até cinco. De acordo com o órgão, trata-se do evento mais intenso desse tipo registrado em mais de 20 anos.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, o SWPC informou que a última ocorrência de uma tempestade solar de nível S4 havia sido registrada em outubro de 2003. Naquele período, eventos semelhantes provocaram interrupções no fornecimento de energia elétrica em países como Suécia e África do Sul.
Os efeitos potenciais da atual tempestade estão concentrados principalmente em lançamentos espaciais, aviação em grandes altitudes e operações de satélite. Também há possibilidade de registro de auroras boreais em regiões fora do padrão habitual.
No espaço, a atenção se volta para a Estação Espacial Internacional, que atualmente opera com equipe reduzida. Permanecem a bordo os cosmonautas Sergey Kud-Sverchkov e Sergei Mikaev, da Roscosmos, e o astronauta Chris Williams, da NASA.
A redução da tripulação ocorreu após o retorno antecipado de quatro astronautas à Terra, decisão tomada por precaução em relação à saúde. O grupo retornou em uma cápsula Crew Dragon, da SpaceX.
As agências espaciais seguem monitorando a evolução da tempestade solar e seus possíveis impactos nos próximos dias.
