Polícia descarta que crianças vistas em hotel de SP sejam irmãos desaparecidos

Caso de Ágatha e Allan completa mais de três semanas sem localização no Maranhão

A Polícia Civil de São Paulo descartou a informação de que duas crianças vistas em um hotel no Centro da capital paulista seriam Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, irmãos desaparecidos desde o início de janeiro na zona rural de Bacabal, no Maranhão. A apuração ocorreu após uma denúncia que mobilizou equipes especializadas, mas a verificação confirmou que se tratavam de outras crianças, sem ligação com o caso.

A informação sobre um possível paradeiro em São Paulo ganhou repercussão nas redes sociais e levou à atuação da Divisão Antissequestro do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE). Diante da denúncia, policiais foram aos endereços informados para averiguação presencial, conforme o protocolo adotado em casos de desaparecimento infantil.

Em nota, a Polícia Civil informou que “não procede o fato das crianças citadas terem sido encontradas em São Paulo” e que, após a verificação nos locais indicados, foi constatado que as crianças presentes não eram as mesmas que estão desaparecidas no Maranhão.

O desaparecimento de Ágatha e Allan ocorreu no dia 4 de janeiro, no povoado São Sebastião dos Pretos, zona rural de Bacabal. As crianças brincavam na porta de casa acompanhadas do primo, Anderson Kauan, de 8 anos, quando desapareceram. Desde então, equipes realizam buscas em áreas de mata, rios e lagos, além de investigações conduzidas de forma integrada por forças de segurança.

Segundo o depoimento do primo, os três teriam entrado na mata para procurar um pé de maracujá e se perdido. Ele relatou que um tio teria alertado para que voltassem, mas as crianças seguiram para um matagal próximo à residência da família. Ainda de acordo com o relato, os três se abrigaram por duas noites em uma cabana abandonada no meio da mata.

Anderson afirmou que, após alguns dias, sugeriu que os primos seguissem pela mata em busca de saída, mas, por estarem cansados, Ágatha e Allan teriam parado, enquanto ele continuou sozinho. O menino foi encontrado no dia 7 de janeiro, a cerca de quatro quilômetros do local do desaparecimento, com sinais de fraqueza. À época, ele informou que os primos estariam mais adiante, mas as buscas não localizaram as crianças.

Nesta segunda-feira (26), o caso completa 23 dias sem pistas concretas sobre o paradeiro dos irmãos. Mais de 500 pessoas participam das ações, que envolvem forças federais, estaduais, apoio interestadual e voluntários. A Marinha do Brasil também foi acionada para auxiliar nas buscas, com uso de equipamento de varredura subaquática para mapeamento de rios e áreas alagadas.