Piauí tem maior taxa de desemprego do país em 2025, aponta IBGE

Estado lidera indicadores negativos, mas registra criação de empregos formais

O Piauí encerrou 2025 com a maior taxa de desemprego do país, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20). A taxa anual de desocupação foi de 9,3%, acima da média nacional de 5,6%. O estado ficou fora da lista das 19 unidades da federação e do Distrito Federal que atingiram a menor taxa histórica desde o início da série, em 2012.

Na sequência do ranking aparecem Bahia e Pernambuco, ambos com 8,7%. O indicador considera pessoas sem trabalho que estavam em busca de ocupação. Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o trimestre imediatamente anterior, o Piauí apresentou estabilidade, mantendo o índice em 8%.

Apesar do resultado negativo, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que o estado criou 21.022 novos postos formais em 2025, totalizando 382.684 vínculos com carteira assinada. No período, o Piauí ficou entre os estados com maior crescimento relativo do emprego formal, com variação de 5,81%.

Foto: Reprodução/Freepik

Na taxa de subutilização da força de trabalho, que reúne pessoas desocupadas, trabalhadores que atuam menos de 40 horas semanais e gostariam de trabalhar mais, além do potencial da força de trabalho, o Piauí apresentou o pior índice do país, com 31,0%. A média nacional foi de 14,5%. Bahia e Alagoas aparecem em seguida, ambos com 26,8%.

No índice de desalento, que mede pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego, o Maranhão liderou com 9,5%, seguido por Alagoas (8,5%) e Piauí (7,8%). A média nacional foi de 2,6%. O estado também ficou entre os menores percentuais de trabalhadores do setor privado com carteira assinada no quarto trimestre de 2025, com 54,3%, abaixo da média nacional de 74,4%.

Em nota, o Governo do Piauí informou que a taxa de 9,3% corresponde à média dos quatro trimestres do ano e destacou que houve redução ao longo de 2025, passando de 10,2% no primeiro trimestre para 8% no quarto trimestre. Segundo o Executivo, o estado vem registrando crescimento no estoque de empregos formais nos últimos quatro anos e estabeleceu a meta de gerar 80 mil novas oportunidades de trabalho ao longo da gestão, das quais cerca de 67 mil já teriam sido alcançadas até o terceiro ano.

Confira a nota na íntegra:

Os dados divulgados pelo Governo Federal sobre o mercado de trabalho são apresentados pelo IBGE em diferentes formatos. A taxa de desocupação de 9,3% refere-se à média de todo o ano, ou seja, é um número que reúne os resultados dos quatro trimestres. Já os dados trimestrais mostram como o desemprego variou ao longo do ano, permitindo observar se houve aumento ou redução em períodos específicos.

Nesse contexto, o Piauí vem registrando crescimento consistente no estoque de empregos formais nos últimos quatro anos, figurando entre os estados que mais ampliaram a geração de postos de trabalho com carteira assinada no período. Esse avanço é resultado de políticas públicas de estímulo ao investimento, qualificação profissional e fortalecimento do ambiente de negócios.

Em 2025, o movimento de redução se manteve: o Piauí iniciou o ano com 10,2% de desocupação no primeiro trimestre e encerrou o quarto trimestre com 8,0%. Apesar de pequenas oscilações naturais ao longo dos trimestres, a tendência anual foi de queda, indicando que mais piauienses estão conseguindo uma oportunidade de trabalho.

É importante destacar que o processo de recuperação econômica ocorre de maneira gradual. O Piauí partiu de uma base histórica marcada por elevada informalidade e por uma parcela significativa da população fora do mercado de trabalho. A recomposição desses indicadores é um processo estrutural e de longo prazo, que exige continuidade de políticas públicas, especialmente diante de um cenário nacional ainda desafiador.

Mesmo assim, o Estado estabeleceu a meta de gerar 80 mil novas oportunidades de trabalho ao longo do governo e já alcançou aproximadamente 67 mil no terceiro ano de gestão, mantendo-se no caminho para cumprir, e possivelmente superar, esse objetivo.

O Governo do Estado reafirma seu compromisso com a geração de emprego e renda, com a atração de investimentos e com políticas estruturantes voltadas ao crescimento sustentável e à inclusão produtiva.