O Paquistão declarou “guerra aberta” ao Afeganistão após troca de ataques e bombardeios na fronteira entre os países nesta semana. A escalada do conflito foi confirmada nesta sexta-feira (27).
Segundo o porta-voz das Forças Armadas paquistanesas, 274 combatentes talibãs afegãos morreram e ao menos 12 soldados do Paquistão foram mortos. Já autoridades afegãs afirmam que dezenas de soldados paquistaneses também morreram e que postos militares foram tomados.

A Força Aérea paquistanesa bombardeou as cidades de Cabul e Kandahar como retaliação a ataques vindos do território afegão. O Talibã afirmou ter realizado operações de represália em larga escala contra posições paquistanesas.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, declarou que as forças do país têm capacidade para responder a qualquer agressão. O ministro da Defesa, Khawaja Asif, afirmou que a “paciência chegou ao limite”.
O conflito está ligado à atuação de grupos militantes acusados pelo Paquistão de realizar atentados a partir do Afeganistão, acusação negada por Cabul. Após a escalada, o governo afegão afirmou que busca resolver a crise por meio do diálogo.
Organizações internacionais e países como Rússia, China, Turquia, Arábia Saudita e Irã pediram negociações para evitar ampliação do confronto. O alto comissário de direitos humanos da ONU também solicitou solução diplomática.
As tensões entre os dois países aumentaram desde que o Talibã voltou ao poder no Afeganistão, em 2021, e vêm sendo marcadas por confrontos recorrentes na fronteira.
