Flávio diz que Jair Bolsonaro subirá rampa do Planalto em 2027

Senador discursou na Paulista, criticou Lula e defendeu impeachment no STF

Foto: Assessoria de Flávio Bolsonaro/Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo (1º), em ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que Jair Bolsonaro subirá a rampa do Palácio do Planalto em janeiro de 2027, caso ele vença a eleição presidencial deste ano.

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio disse ter conversado com o pai na última quarta-feira e declarou ao público que o ex-presidente participará da posse, se houver vitória nas urnas. Jair Bolsonaro está preso na Papuda por envolvimento na trama golpista.

O senador foi o principal nome do evento e fez sua primeira aparição pública após ter sido anunciado como candidato pelo pai, em dezembro. Ele chegou com segurança reforçada e usou colete à prova de balas. Ao final do discurso, repetiu o lema “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Durante a fala, Flávio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu o avanço de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a medida dependerá de maioria no Senado a partir de 2027.

Ele também declarou que atuará para derrubar o veto ao chamado PL da Dosimetria, aprovado na Câmara e vetado por Lula. Segundo o senador, a proposta poderá beneficiar envolvidos nos atos de 8 de janeiro, mas não alteraria a situação jurídica do ex-presidente.

Ao fazer acenos a segmentos em que enfrenta resistência, Flávio destacou ações do governo Bolsonaro relacionadas ao Bolsa Família e à defesa das mulheres. Ele mencionou ainda ser pai de duas filhas e afirmou que não se deve tolerar violência contra mulheres.

No discurso, elogiou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), ambos citados como lideranças da direita. Caiado também é pré-candidato à Presidência.

Flávio fez ataques ao filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, ao comentar investigações que envolvem pessoas ligadas ao empresário conhecido como “Careca do INSS”. A Polícia Federal apura pagamentos feitos por uma consultoria ligada ao empresário a uma empresa de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

O ato reuniu manifestantes na Avenida Paulista com críticas ao governo federal e a ministros do STF.