
A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã entrou no terceiro dia nesta segunda-feira (2), com novos bombardeios e a ampliação do conflito para outros países do Oriente Médio.
Durante a madrugada, o Hezbollah lançou ataques contra o norte de Israel como retaliação à morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. Em resposta, Israel bombardeou posições do grupo no sul do Líbano e nos arredores de Beirute. O governo libanês informou que ao menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas.
O Irã respondeu com novos ataques a cidades israelenses, incluindo Haifa, Tel-Aviv e Jerusalém. Segundo autoridades iranianas, mísseis foram lançados contra os alvos. Em Israel, 11 pessoas morreram desde o início da escalada.
Os confrontos se espalharam pelo Golfo Pérsico, com drones iranianos atacando petroleiros e alvos industriais no Catar e em águas de Omã. A Arábia Saudita também registrou ataques, e os Emirados Árabes afirmaram ter interceptado drones. O Reino Unido disse ter impedido uma ofensiva contra base aérea britânica no Chipre.
Os Estados Unidos confirmaram que o Kuwait derrubou por engano três caças americanos durante uma missão de combate. Um quarto militar dos EUA morreu após ferimentos sofridos na fase inicial da operação.
Israel realizou novos bombardeios contra Teerã nesta manhã. Segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, ao menos 555 pessoas morreram no Irã e mais de 130 cidades foram atingidas pela campanha militar conjunta entre EUA e Israel.
No campo político, o Irã iniciou o processo para escolha de um novo líder supremo, ainda sem sucessor definido para Ali Khamenei. Autoridades afirmaram que as instituições do país seguem em funcionamento sob um conselho provisório.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a ofensiva pode durar de quatro a cinco semanas e indicou o envio de mais forças americanas à região. Entre os objetivos militares anunciados estão reduzir a capacidade de ataques balísticos do Irã e atingir o programa nuclear do país.
A guerra também afetou o setor energético global. A QatarEnergy anunciou a suspensão da produção de gás natural liquefeito após ataques a instalações industriais, sem previsão para retomada.
