Dar osso para cachorro: pode ou é proibido?

Especialista orienta sobre riscos e formas seguras de oferecer ao pet

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O hábito de roer faz parte do instinto natural dos cães, o que faz com que muitos animais aceitem facilmente ossos oferecidos pelos tutores. No entanto, especialistas alertam que a prática exige cuidados para evitar acidentes.

Segundo a médica veterinária Bruna Lopes, responsável técnica da Clínica-Escola de Medicina Veterinária da UNINASSAU Jockey, é possível oferecer osso ao cachorro com segurança, desde que sejam adotadas medidas para prevenir riscos como perfurações, obstruções ou contaminação.

De acordo com a veterinária, quando o osso é natural e cru, deve passar por congelamento profilático antes de ser oferecido ao animal. O procedimento ajuda a inativar possíveis parasitas e protozoários que podem estar presentes no alimento.

Ela explica que o descongelamento deve ocorrer dentro da geladeira para evitar proliferação de bactérias. A especialista também alerta que oferecer o osso ainda congelado pode provocar fraturas dentárias no animal.

Outro cuidado apontado pela veterinária é observar o tamanho do osso em relação ao porte do cachorro. O objeto precisa ser grande o suficiente para evitar que o animal engula inteiro e provoque obstrução ou asfixia.

Durante o uso, o cão deve permanecer sob supervisão constante do tutor. Dessa forma, é possível interromper a atividade caso o animal quebre pedaços grandes ou pontiagudos que possam causar ferimentos.

A especialista também recomenda limitar o tempo em que o cachorro permanece com o osso. A medida busca evitar desgaste excessivo dos dentes ou irritações na gengiva do animal.

Bruna Lopes alerta ainda que ossos cozidos não devem ser oferecidos aos cães. Segundo ela, o processo de cozimento altera a estrutura do material, tornando-o mais rígido e quebradiço.

Quando mastigados, os ossos cozidos podem se fragmentar em lascas afiadas capazes de perfurar a boca, o esôfago, o estômago ou o intestino do animal.

Esses fragmentos também podem ficar presos no trato gastrointestinal e provocar obstruções graves que, em alguns casos, exigem procedimentos cirúrgicos para remoção.

A veterinária orienta que tutores procurem atendimento profissional caso o animal apresente sintomas após ingerir fragmentos, como vômitos, dor abdominal, falta de apetite ou presença de sangue nas fezes.

Como alternativa, a especialista cita opções consideradas mais seguras para entreter os cães e contribuir para a higiene dental.

Entre as alternativas estão mordedores de madeira de cafeeiro, cascos e chifres bovinos, além de petiscos naturais desidratados, como orelhas de boi ou porco e tendões preparados para consumo animal.