
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta terça-feira (17) a primeira edição de 2026 do boletim InfoTarifas, que projeta um reajuste médio de 8% nas tarifas de energia elétrica no país ao longo do ano.
Segundo a agência reguladora, o percentual estimado supera as projeções de inflação para o período. A expectativa é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 3,9%, enquanto o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é estimado em 3,1%.
De acordo com a Aneel, o principal fator para o reajuste é o valor da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). O encargo é incluído nas contas de luz e utilizado para financiar políticas públicas do setor elétrico.
Outros fatores também contribuem para a estimativa de aumento nas tarifas. Entre eles estão o crescimento dos custos de energia associado ao risco hidrológico e o aumento nas receitas das empresas responsáveis pela transmissão de energia.
Por outro lado, alguns elementos ajudam a reduzir o impacto do reajuste nas tarifas. A agência cita a devolução de créditos de PIS/Cofins e a manutenção de tarifa estável da usina de Itaipu.
Segundo a Aneel, os recursos do Uso do Bem Público (UBP) podem aliviar os impactos do reajuste para consumidores das regiões Norte e Nordeste. A estimativa é de descontos médios de 10,6% caso todas as geradoras elegíveis participem da repactuação.
No país, o impacto médio total estimado seria de 2,9%. A agência informou que os valores ainda representam projeções e poderão ser alterados conforme a evolução dos fatores que influenciam o cálculo das tarifas.
A Aneel também informou que a bandeira tarifária de março permanece verde. Isso significa que não há cobrança adicional na conta de luz dos consumidores, cenário que se mantém pelo terceiro mês consecutivo.
