
O ex-vereador de Tianguá (CE), Juliano Magalhães Coelho, conhecido como Juliano Importados, foi preso na tarde desta segunda-feira (20), suspeito de envolvimento no latrocínio do idoso Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, ocorrido em 5 de abril, em Batalha.
Segundo a Polícia Civil, Juliano tentou se esconder em uma área de mata, mas foi localizado após cerca de cinco horas de buscas. Ele foi capturado em uma chácara no município de Tianguá. Com a prisão, subiu para quatro o número de detidos na operação.
Também foram presos Francinildo Souza dos Santos, Maria Raimunda Balieiro Maduro e Gilmar Cunha Lima. De acordo com as investigações, ainda resta o cumprimento de mandado contra Sebastião Fernandes Coelho, pai do ex-vereador, que também é apontado como envolvido no caso.
As investigações identificaram cinco alvos com vínculos em Tianguá. Conforme a Polícia Civil, Juliano e seu pai teriam atuado no levantamento de informações, enquanto Francinildo e Maria Raimunda participaram do apoio logístico, e Gilmar Cunha Lima foi apontado como executor.
De acordo com a apuração, dois homens chegaram à residência da vítima em uma motocicleta, sob o pretexto de negociar madeira. Após acesso ao galpão, anunciaram o assalto, renderam o idoso, amarraram mãos e pés e o amordaçaram durante a ação.
Os suspeitos subtraíram um cofre com cerca de R$ 500 mil e utilizaram o caminhão da vítima para transportar o material. O idoso foi encontrado pouco tempo depois sem vida. O laudo pericial apontou infarto provocado por estresse físico e emocional.

No dia seguinte ao crime, o caminhão foi localizado incendiado às margens da rodovia PI-110, indicando tentativa de destruição de provas. A investigação também apontou que os suspeitos estiveram no local dias antes, o que reforça a hipótese de premeditação.

A Polícia Civil informou ainda que houve uso de diferentes veículos na execução e fuga, incluindo o transporte da motocicleta utilizada no crime. A dinâmica, segundo os investigadores, indica atuação coordenada, com divisão de tarefas entre os envolvidos.
Durante a operação, foram apreendidas armas de fogo, munições, aparelhos celulares e uma quantia em dinheiro. A Justiça autorizou mandados de busca e apreensão para localizar valores subtraídos e reunir novos elementos para o inquérito policial.
A operação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Barras, com apoio da Superintendência de Operações Integradas, Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança, Polícia Civil do Ceará e Força Estadual Integrada de Segurança Pública.
