Editorial | Batalha não merece o lixo da sua falta de educação

Turismo do Chiqueiro: Batalha não merece o lixo da sua falta de educação

Batalha é privilegiada. Nossas cachoeiras, riachos e olhos-d’água são joias brutas que a natureza levou milênios para esculpir e que novos exploradores descobrem a cada temporada. Mas há uma praga mais perigosa que qualquer degradação ambiental natural: o turista porco.

É inadmissível que, em pleno século XXI, pessoas saiam de suas casas para “desfrutar” da beleza de um banho e deixem para trás um rastro de latas, garrafas PET, embalagens plásticas e restos de comida. Se você tem capacidade de carregar o fardo cheio de bebidas e mantimentos ladeira abaixo, por que a sua dignidade desaparece na hora de levar o lixo de volta?

O que vemos hoje nas margens dos nossos rios não é apenas sujeira, é o retrato de uma sociedade intelectualmente subdesenvolvida. O descarte inadequado na porta de quem reside próximo aos pontos turísticos é um insulto aos moradores locais e um atentado contra a saúde pública. O lixo que você “esquece” ali vira criadouro de doenças, polui o lençol freático e mata a fauna que você diz admirar.

A conversa sobre “privar” o acesso a esses locais ganha força, e com razão. Se o visitante não possui o refinamento civilizatório básico para recolher o que consome, ele não é um turista, é um invasor. Se a punição para a falta de educação precisa ser o isolamento desses santuários, que assim seja. Antes uma cachoeira interditada e preservada do que um esgoto a céu aberto aberto à visitação de gente sem modos.

A natureza de Batalha (tenta) resiste, mas a nossa paciência esgotou. Não adianta postar foto bonita no Instagram com legenda de gratidão se, ao ir embora, você se comporta como um animal [com a diferença de que os animais não sujam o meio ambiente].

Respeite ou fique em casa. Nossa terra não é o seu latão de lixo.