Moradores denunciam demolição de escola desativada na zona rural de Batalha

Construída em 1979 com recursos do FPM, escola em Cana Brava foi parcialmente destruída por pessoas de fora da comunidade; caso está sendo apurado

Moradores da localidade Cana Brava, zona rural de Batalha, denunciaram a demolição parcial da antiga Unidade Escolar Edson Araújo, que estava desativada, mas em boas condições estruturais. Segundo relatos, pessoas de fora da comunidade teriam retirado telhas, madeiras e derrubado parte das paredes do prédio, sem autorização prévia da prefeitura e sem qualquer consulta à população local.

A situação gerou indignação entre os moradores, que organizaram um abaixo-assinado e registraram um boletim de ocorrência na delegacia. A denúncia também foi levada à Secretaria Municipal de Educação. A moradora que lidera o movimento relata que, no passado, um pedido feito por pessoas da própria comunidade para reutilizar o material da escola havia sido negado sob a justificativa de que se tratava de patrimônio público intocável.

“Nós, da comunidade, não podíamos usar o material nem para uma necessidade real. Agora vem gente de fora e leva tudo, sem aviso, sem conversa, sem respeito”, lamenta a moradora, que também afirmou estar recebendo ameaças nas redes sociais após tornar o caso público.

A movimentação de retirada teria ocorrido entre sexta-feira (27) e sábado (28) de junho. Vídeos e fotos foram feitos pelos próprios moradores para registrar a situação. A denúncia aponta que parte do material foi destinado a pessoas que não residem na comunidade.

A antiga escola, segundo os relatos, é um marco histórico da Cana Brava, construída há décadas e mantida em bom estado, mesmo após a desativação. “O prédio estava forrado, sem rachaduras, não estava oferecendo risco. Não fazia mal a ninguém”, afirmou a denunciante. A escola foi construída com recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) na gestão do ex-prefeito Humberto Lopes Tabatinga, no ano de 1979.

A comunidade aguarda agora um posicionamento oficial da Prefeitura de Batalha. De acordo com a moradora, o Secretário de Educação informou que irá se reunir com o prefeito para apurar o caso e verificar de onde partiu a autorização para a demolição.

Outro lado

O espaço segue aberto para esclarecimentos da Prefeitura de Batalha e de eventuais responsáveis pela demolição.

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