Moradores da localidade Cana Brava, zona rural de Batalha, denunciaram a demolição parcial da antiga Unidade Escolar Edson Araújo, que estava desativada, mas em boas condições estruturais. Segundo relatos, pessoas de fora da comunidade teriam retirado telhas, madeiras e derrubado parte das paredes do prédio, sem autorização prévia da prefeitura e sem qualquer consulta à população local.
A situação gerou indignação entre os moradores, que organizaram um abaixo-assinado e registraram um boletim de ocorrência na delegacia. A denúncia também foi levada à Secretaria Municipal de Educação. A moradora que lidera o movimento relata que, no passado, um pedido feito por pessoas da própria comunidade para reutilizar o material da escola havia sido negado sob a justificativa de que se tratava de patrimônio público intocável.
“Nós, da comunidade, não podíamos usar o material nem para uma necessidade real. Agora vem gente de fora e leva tudo, sem aviso, sem conversa, sem respeito”, lamenta a moradora, que também afirmou estar recebendo ameaças nas redes sociais após tornar o caso público.
A movimentação de retirada teria ocorrido entre sexta-feira (27) e sábado (28) de junho. Vídeos e fotos foram feitos pelos próprios moradores para registrar a situação. A denúncia aponta que parte do material foi destinado a pessoas que não residem na comunidade.
A antiga escola, segundo os relatos, é um marco histórico da Cana Brava, construída há décadas e mantida em bom estado, mesmo após a desativação. “O prédio estava forrado, sem rachaduras, não estava oferecendo risco. Não fazia mal a ninguém”, afirmou a denunciante. A escola foi construída com recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) na gestão do ex-prefeito Humberto Lopes Tabatinga, no ano de 1979.
A comunidade aguarda agora um posicionamento oficial da Prefeitura de Batalha. De acordo com a moradora, o Secretário de Educação informou que irá se reunir com o prefeito para apurar o caso e verificar de onde partiu a autorização para a demolição.
Outro lado
O espaço segue aberto para esclarecimentos da Prefeitura de Batalha e de eventuais responsáveis pela demolição.



