O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta segunda-feira (07) uma mensagem em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump classificou como “perseguição” as ações contra o político brasileiro e disse que vai acompanhar de perto a situação do Brasil.
“O grande povo do Brasil não vai tolerar o que estão fazendo com seu ex-presidente. Vou acompanhar muito de perto essa caça às bruxas contra Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores”, escreveu Trump, sem citar diretamente as ações judiciais ou o Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração repercutiu rapidamente. Em resposta oficial, o presidente Lula divulgou uma nota em nome do Palácio do Planalto afirmando que a defesa da democracia no Brasil “é um tema que compete aos brasileiros”.
“Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o Estado de Direito”, diz a nota.
Bolsonaro também reagiu, agradecendo Trump pela manifestação. Ele classificou o norte-americano como “amigo” e afirmou que ambos sofrem perseguições semelhantes.

Bolsonaro é réu
O ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado e responde a ações no STF por tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022. Ele também foi tornado inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Atualmente, o caso segue na fase final, com o relator Alexandre de Moraes autorizando as alegações finais das partes antes do julgamento. Bolsonaro nega envolvimento em atos ilegais e já prestou depoimento à Justiça.
Outros episódios
Esta não é a primeira vez que Trump se envolve em questões de outros países. No fim de junho, o presidente também criticou o sistema de Justiça de Israel ao comentar o julgamento do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acusado de corrupção. Na ocasião, Trump também usou a expressão “caça às bruxas” para se referir ao processo.

A declaração gerou forte reação na sociedade israelense, e a Justiça local chegou a adiar depoimentos do primeiro-ministro.



