O Diário de Caraíbas recebeu nesta semana relatos de monitores voluntários do Programa Bolsa Monitoria Voluntária, que atuam nas escolas da rede municipal de ensino de Batalha, sobre o atraso no pagamento das bolsas. Segundo os trabalhadores, a situação tem gerado dificuldades pessoais e financeiras, e alguns apontam a possibilidade de paralisação caso o problema não seja resolvido.
De acordo com os relatos, os monitores aguardavam o repasse referente aos meses de julho e agosto. “O que a gente gostaria é que fosse dada uma explicação ou que se definisse uma data certa para pagar. Se o problema não for resolvido, a gente só tem uma alternativa: parar ou procurar a Justiça”, afirmou um dos monitores.
Outro participante do programa destacou os impactos no dia a dia: “Estamos com contas atrasadas, precisamos colocar combustível nos transportes para chegar até a escola, e sem pagamento não está fácil”, disse.
O que diz a Secretaria de Educação
Procurado pelo Diário de Caraíbas, o secretário municipal de Educação, Elvis Machado, conhecido como Opa, explicou que o atraso está relacionado ao aumento no número de matrículas da rede municipal, que só será refletido nos repasses federais em 2026.
“Estamos trabalhando com recursos do Censo Escolar de 2024, que registrava 4.136 alunos no regular e 300 no integral. Mas o Censo extraoficial de 2025 aponta hoje 4.480 alunos no regular e 1.437 no integral, totalizando 5.917. Esse acréscimo só vamos receber em 2026”, afirmou o secretário.
A Secretaria reforçou que está empenhada em buscar soluções e que reconhece a importância do trabalho dos monitores no apoio às atividades escolares.
Apesar da explicação sobre os repasses e o crescimento da rede, o secretário não detalhou como será feito o pagamento das bolsas em atraso. Parte dos monitores afirma que poderá suspender as atividades caso não haja definição sobre um calendário de pagamentos.
