Estudo aponta risco fiscal em 34% dos municípios no Piauí em 2026

Levantamento analisa restos a pagar, fechamento de contas e desafios da gestão municipal

Um estudo divulgado na segunda-feira (15) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta um cenário fiscal considerado delicado para parte dos municípios do Piauí, especialmente em relação ao encerramento de 2025 e às perspectivas para o próximo ano.

De acordo com o levantamento, 41 municípios piauienses devem iniciar 2026 com restos a pagar sem cobertura financeira, o que corresponde a 34% do total. Outros 72 municípios (60%) informaram que conseguirão começar o próximo exercício sem dívidas pendentes, enquanto oito não responderam à pesquisa.

Os restos a pagar referem-se a despesas empenhadas no orçamento municipal, mas que não foram executadas dentro do exercício financeiro. Em nível nacional, 62,9% dos municípios afirmaram que não deixarão restos a pagar descobertos, enquanto 31% indicaram que terão obrigações sem fonte de recurso garantida.

O estudo também avaliou o fechamento das contas de 2025. No Piauí, 34 municípios informaram que não conseguirão encerrar o ano com as contas equilibradas, o que representa 28% do total. Outros 85 municípios (70%) afirmaram que devem fechar o exercício dentro do esperado, e dois não responderam.

Segundo a CNM, a capacidade de encerrar o exercício fiscal sem déficit é um indicador relevante da saúde financeira das administrações municipais. No Brasil, a previsão é de que 78,9% dos municípios consigam fechar as contas em 2025, enquanto 16,7% devem enfrentar dificuldades.

A pesquisa também ouviu gestores sobre os principais desafios enfrentados em 2025. No Piauí, a crise financeira e a falta de recursos foram os problemas mais citados, mencionados por 104 municípios. Em seguida aparecem reajustes salariais, instabilidade política e econômica, saúde, educação, meio ambiente, desastres climáticos e segurança pública.

Em relação às expectativas para 2026, a maioria dos gestores piauienses demonstrou cautela. Sessenta e cinco municípios avaliam o cenário econômico como “bom”, enquanto 33 classificaram a expectativa como “ruim” ou “muito ruim”. Outros 21 consideraram a situação indiferente, e seis não responderam.

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