O cantor e compositor Lindomar Castilho morreu neste sábado (20), aos 85 anos. A informação foi confirmada por familiares por meio das redes sociais. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada, assim como detalhes sobre velório e sepultamento.
Natural de Rio Verde, em Goiás, Lindomar Castilho construiu uma carreira de destaque entre as décadas de 1960 e 1970, tornando-se um dos nomes mais populares da música romântica no Brasil. Canções como “Você É Doida Demais” e “Vou Rifar Meu Coração” consolidaram sua imagem junto ao público, com interpretações marcadas por forte carga emotiva.
Anos depois, “Você É Doida Demais” ganhou nova projeção ao ser utilizada como tema de abertura da série Os Normais, exibida no início dos anos 2000, o que apresentou a obra do cantor a uma geração mais jovem.
A trajetória artística de Lindomar Castilho, no entanto, também ficou associada a um episódio de grande repercussão fora dos palcos. Em 1981, ele foi condenado pelo assassinato da ex-esposa, a cantora Eliane de Grammont, ocorrido durante uma apresentação em São Paulo. O julgamento, realizado em 1984, resultou em pena de 12 anos e dois meses de prisão, da qual cumpriu parte antes de obter liberdade definitiva na década de 1990.
O caso teve impacto nacional e passou a integrar debates mais amplos sobre violência doméstica e crimes passionais no país. Após deixar o sistema prisional, o artista tentou retomar a carreira, lançando um álbum ao vivo em 2000, mas não voltou a alcançar o mesmo sucesso comercial do período anterior.
Nos últimos anos, Lindomar Castilho viveu de forma reservada, longe da mídia. Em mensagem publicada nas redes sociais, a filha do cantor destacou reflexões sobre a vida, o passado familiar e a necessidade de lidar com a memória de forma crítica e humana.
A morte do artista reacende a lembrança de uma trajetória marcada por contribuições relevantes à música popular brasileira, ao mesmo tempo em que permanece associada a episódios que atravessaram debates sociais e históricos no país.




