O ano de 2026 marca o início da retirada definitiva dos orelhões das ruas de todo o Brasil. Em Batalha, ainda existem 11 telefones públicos instalados, todos pertencentes à empresa Oi, conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Segundo a Anatel, cerca de 38 mil orelhões ainda permanecem no país. A retirada começa após o encerramento das concessões do serviço de telefonia fixa, ocorrido em 2025, o que extinguiu a obrigação legal das operadoras de manter os aparelhos em funcionamento.
Com o fim dos contratos, empresas como Oi, Claro, Telefônica, Algar e Sercomtel deixaram de ser responsáveis pela manutenção da infraestrutura de telefones públicos. A partir de janeiro, teve início a remoção em massa de aparelhos desativados e carcaças espalhadas pelas cidades.
A extinção dos orelhões não ocorrerá de forma imediata em todos os locais. A Anatel informou que os aparelhos poderão ser mantidos apenas em municípios onde não há cobertura de telefonia móvel, e somente até o ano de 2028.
Dados da agência indicam que, em 2020, o Brasil ainda contava com cerca de 202 mil orelhões. Atualmente, pouco mais de 33 mil permanecem ativos, enquanto aproximadamente 4 mil estão em manutenção. Como contrapartida pela desativação, as empresas deverão direcionar recursos para investimentos em banda larga e telefonia móvel.
Durante décadas, os orelhões tiveram papel central na comunicação dos brasileiros, especialmente entre as décadas de 1970 e 2000. Criado em 1971 pela arquiteta Chu Ming Silveira, o equipamento se tornou um símbolo urbano no país, reconhecido pelo formato oval e pela função de melhorar a qualidade acústica das ligações.
