
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), a Operação Gênesis para investigar um suposto esquema de fraude à licitação, peculato, desvio de verbas públicas federais e lavagem de dinheiro no município de Vila Nova do Piauí.
Segundo a investigação, o grupo investigado teria movimentado cerca de R$ 220 milhões.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. A Justiça Federal também determinou o afastamento do assessor contábil do gabinete do prefeito do município.
A decisão foi expedida pela 3ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Piauí e autorizou ainda a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.
De acordo com a Polícia Federal, a medida busca rastrear a origem e o destino dos recursos movimentados, identificar possíveis beneficiários do esquema e aprofundar a coleta de provas.
“As investigações apontam indícios de contratação de empresas sem estrutura operacional compatível com os serviços contratados e movimentação financeira atípica”, informou a PF.
Ainda segundo a corporação, há suspeita de utilização de empresas de fachada e de “laranjas” para desviar recursos públicos federais oriundos do Fundeb destinados à educação e à administração municipal.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, documentos, equipamentos eletrônicos e quantias em dinheiro.
Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro.
