MP pede retorno à prisão de investigado por latrocínio em Batalha

Parecer enviado ao TJ-PI aponta risco às investigações e pede revogação de liminar

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O Ministério Público do Estado do Piauí (MP-PI) manifestou-se favoravelmente ao retorno à prisão de Juliano Magalhães Coelho, ex-vereador de Tianguá investigado por participação no latrocínio que teve como vítima o aposentado Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, em Batalha.

De acordo com informações divulgadas pelo portal GP1, o parecer foi assinado pelo procurador de Justiça Aristides Silva Pinheiro na sexta-feira (19) e encaminhado à 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). O documento pede a revogação da liminar que concedeu liberdade ao investigado mediante cumprimento de medidas cautelares.

Segundo as investigações, o crime ocorreu em 5 de abril deste ano. Antônio Pereira de Carvalho foi rendido, amarrado e amordaçado durante um assalto em seu galpão. Conforme o laudo necroscópico, a vítima morreu em decorrência de um infarto agudo do miocárdio provocado pelo intenso estresse físico e emocional sofrido durante a ação criminosa.

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Juliano Magalhães Coelho foi preso temporariamente em 20 de abril de 2026. A prisão chegou a ser prorrogada por mais 30 dias, mas foi substituída por medidas cautelares após decisão liminar concedida pela desembargadora Maria do Rosário de Fátima Martins Leite Dias, em 22 de maio.

No parecer obtido pelo GP1, o Ministério Público sustenta que a liberdade do investigado representa risco para o andamento das investigações. Entre os argumentos apresentados estão contradições em depoimentos prestados à Polícia Civil, suposta tentativa de direcionar a investigação para terceiros e a fuga do investigado para uma área de mata durante o cumprimento dos mandados judiciais.

O órgão ministerial também destacou que Juliano esteve na residência da vítima dias antes do crime para concluir uma negociação envolvendo a venda de um caminhão. Segundo depoimentos reunidos pela polícia, ele teria tomado conhecimento da existência de uma quantia significativa em dinheiro guardada no local.

Outro ponto citado no parecer é que o caminhão levado durante o assalto foi encontrado incendiado no dia seguinte ao crime, às margens da PI-110. Para o Ministério Público, a destruição do veículo pode indicar uma tentativa de eliminar provas e dificultar as investigações.

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Ainda conforme o documento, diligências consideradas essenciais para a conclusão do inquérito continuam em andamento, incluindo a análise de dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos e novas oitivas de investigados e testemunhas.

Diante desses elementos, o procurador Aristides Silva Pinheiro manifestou-se pelo restabelecimento da prisão temporária de Juliano Magalhães Coelho. A decisão caberá à 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí.

Fonte: GP1.

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