Hospital São Marcos precisa de R$ 4 milhões para retomar novos atendimentos

Unidade suspendeu novos casos oncológicos pelo SUS por falta de recursos

Foto: Reprodução

O Hospital São Marcos, em Teresina, informou que precisa de um reforço de R$ 4 milhões por mês, além dos recursos já recebidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para retomar a admissão de novos pacientes oncológicos.

A suspensão temporária da entrada de novos casos foi anunciada na última sexta-feira (03). Segundo a instituição, a medida foi adotada porque os repasses atuais não cobrem os custos dos tratamentos realizados.

Durante coletiva de imprensa, o diretor técnico do hospital, Marcelo Martins, afirmou que a dificuldade financeira está relacionada ao subfinanciamento dos serviços prestados ao SUS.

De acordo com dados apresentados pelo hospital, instituições com perfil semelhante em outros estados recebem valores superiores pelos atendimentos. Enquanto o Hospital São Marcos recebe o equivalente a 1,1 vez o valor da tabela do SUS, o Hospital Oncológico Infantil do Pará recebe 4,5 vezes o valor-base, e o AC Camargo Câncer Center, em São Paulo, 3,9 vezes.

O Hospital São Marcos realiza cerca de 40 mil atendimentos oncológicos por ano e registra aproximadamente 4.900 sessões de quimioterapia por mês. Segundo a direção, a suspensão de novos pacientes busca garantir a continuidade do tratamento das pessoas que já são atendidas pela unidade.

Enquanto não há definição sobre novos recursos, os pacientes que precisarem iniciar tratamento deverão ser encaminhados ao Hospital Getúlio Vargas (HGV) e ao Hospital Universitário (HU).

Em nota, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que repassa mensalmente R$ 3,5 milhões ao Hospital São Marcos e busca, junto ao Ministério da Saúde, um reforço de R$ 90 milhões para os serviços de oncologia em Teresina.

Já a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) afirmou que o município de Teresina é o responsável pela gestão e financiamento da oncologia na capital, mas destacou que o Governo do Estado realiza repasses complementares ao hospital e vem ampliando a oferta de serviços oncológicos em outras regiões do Piauí.

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