
O ex-vereador de Tianguá (CE), Juliano Magalhães Coelho, preso por suspeita de envolvimento em um latrocínio em Batalha, também é investigado por indução ao suicídio e violência psicológica contra a ex-companheira, a empresária Lisdaina Aguiar.
Lisdaina foi encontrada sem vida no dia 21 de agosto, em sua loja, aos 37 anos. Após o caso, moradores de Tianguá realizaram manifestação cobrando justiça, apontando que o ex-vereador teria contribuído para a morte da empresária.

Segundo denúncia apresentada à Câmara Municipal de Tianguá, familiares da vítima afirmam que a conduta do então vereador é incompatível com o cargo. O documento cita o artigo 122 do Código Penal, que trata do crime de indução ao suicídio.
O texto também menciona a possibilidade de dolo eventual, quando há assunção de risco sobre o resultado. A denúncia aponta ainda que o ex-vereador teria conhecimento do estado emocional fragilizado da vítima durante o relacionamento, que durou cerca de 20 anos.
Juliano Magalhães Coelho foi preso no dia 20 de abril, na zona rural de Tianguá, suspeito de participação no roubo contra Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, ocorrido em Batalha. A vítima sofreu um infarto durante a ação criminosa e morreu.
De acordo com a Polícia Civil do Piauí, outras pessoas foram presas e têm ligação com o ex-parlamentar. Entre os detidos está o pai de Juliano, também investigado no caso. Ao todo, cinco pessoas são apontadas como envolvidas na ação criminosa.
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